Você já ouviu falar de alguém que ganhou um processo contra a Prefeitura, o Estado ou a União, mas recebeu um papel dizendo que o pagamento só viria daqui a alguns anos? Esse papel é o Precatório.
Muitas vezes, quem ganha o processo não pode (ou não quer) esperar 5 ou 10 anos para receber o dinheiro.
É aqui que nasce uma oportunidade de ouro para quem tem um pouco de capital parado: comprar esse direito com um grande desconto.
O que é a compra com desconto (Deságio)?
Imagine que o Sr. João tem um Precatório de R$ 100.000 para receber do Governo daqui a 3 anos. Ele precisa de dinheiro hoje para uma emergência de saúde ou para reformar a casa.
Você aparece e faz uma proposta: “Sr. João, eu te pago R$ 60.000 à vista agora, e você me transfere o direito de receber os R$ 100.000 lá na frente”.
- O Sr. João ganha: Dinheiro na mão na hora, sem burocracia.
- Você ganha: Um lucro bruto de R$ 40.000 (a diferença entre o que pagou e o que vai receber), mais a correção monetária e juros que o Governo paga sobre o valor original.
Esse desconto de R$ 40.000 é o que chamamos tecnicamente de deságio.
Por que isso é um excelente negócio?
- Rentabilidade Imbatível: Dificilmente você encontrará um investimento de renda fixa tradicional que pague 30%, 40% ou até 50% de retorno sobre o capital em poucos anos.
- Garantia do Governo: Embora o governo possa demorar para pagar, ele é considerado o “pagador final”. Diferente de uma empresa que pode falir, o Estado não desaparece.
- Correção Inflacionária: O valor do precatório é corrigido mensalmente. Ou seja, os R$ 100.000 do exemplo acima serão muito mais quando o dia do pagamento chegar.
Como fazer isso na prática?
Antigamente, esse era um mercado restrito a grandes bancos e advogados. Hoje, ficou muito mais simples:
- Plataformas de Ativos Reais: Existem sites e corretoras especializadas (fintechs) que fracionam esses precatórios. Você pode investir “cotas” a partir de R$ 1.000 ou R$ 5.000.
- Cessão de Crédito: O processo legal é feito através de uma escritura pública em cartório e informando ao tribunal que o novo dono daquele crédito é você.
Onde moram os riscos?
Nem tudo são flores, e você precisa estar atento a dois pontos:
- Prazo: O governo pode atrasar o cronograma de pagamentos. Portanto, só use dinheiro que você não vai precisar no curto prazo.
- Análise Jurídica: É preciso checar se o processo do precatório é real e se não há outras dívidas do dono original que possam “bloquear” esse dinheiro. (As plataformas especializadas já fazem essa checagem para você).


