IOF: Entenda o imposto que “morde” o seu crédito e suas compras

Entenda o que é o IOF, como ele é calculado em empréstimos, cartões de crédito e cheque especial, e aprenda dicas para pagar menos imposto nas suas operações financeiras.

Se você já pegou um empréstimo de R$ 1.000,00 e recebeu R$ 980,00, ou se olhou sua fatura do cartão após uma compra internacional e viu uma taxa extra, você conheceu o IOF.

O IOF é um imposto federal que o governo usa para duas coisas: arrecadar dinheiro e medir a temperatura da economia. Quando o governo quer que as pessoas peguem menos crédito, ele pode aumentar o IOF para deixar o dinheiro mais caro.

Como o IOF é cobrado nas principais operações?

O valor do IOF não é fixo; ele depende do tipo de operação que você está fazendo. Veja os casos mais comuns:

1. No Empréstimo e Financiamento

Sempre que você pega crédito (exceto financiamento imobiliário, que é isento), o IOF é cobrado de duas formas combinadas:

  • Uma taxa fixa: Geralmente 0,38% sobre o valor total.
  • Uma taxa diária: Uma pequena porcentagem cobrada por cada dia do contrato (até o limite de 365 dias).É por isso que, quanto maior o prazo do seu empréstimo, mais IOF você paga.

2. No Cartão de Crédito (Uso Internacional)

Se você viaja para o exterior ou faz compras em sites estrangeiros, o IOF é de 4,38% (valor válido para 2024, com previsão de redução gradual nos próximos anos). Essa taxa incide sobre o valor da compra convertida para reais.

3. No Cheque Especial e Rotativo do Cartão

Se você cair no vermelho, o IOF aparece na hora. Além dos juros do banco, o governo cobra os mesmos 0,38% fixos mais a taxa diária sobre o valor que você usou.

É por isso que sair do cheque especial rapidamente é importante: o imposto é calculado dia após dia.

Por que o IOF é importante para o seu planejamento?

Quando você for comparar dois empréstimos, não olhe apenas para a taxa de juros nominal. Olhe para o CET (Custo Efetivo Total). O CET já inclui os juros, as taxas do banco e o IOF.

Muitas vezes, um banco tem juros menores, mas taxas e IOF tão altos que o valor final fica mais caro que o concorrente.

Tem como evitar ou pagar menos IOF?

Não tem como “fugir” de um imposto federal, mas você pode ser estratégico:

  • Reduza o prazo: Em empréstimos, quanto menos dias você ficar com o dinheiro, menor será a parte diária do IOF.
  • Evite o rotativo: Pagar o valor total da fatura do cartão evita a cobrança de IOF sobre o saldo devedor.
  • Planeje compras internacionais: Às vezes, usar dinheiro em espécie (comprado em casas de câmbio) tem um IOF menor (1,1%) do que usar o cartão de crédito (4,38%).

As alíquotas do IOF podem ser alteradas por decreto presidencial a qualquer momento para ajustar a economia. Para conferir as taxas atualizadas e as regras vigentes, consulte o site oficial da Receita Federal.

Conclusão: O imposto está nos detalhes

O IOF pode parecer pequeno (0,38% aqui, uma merreca ali), mas no final de um financiamento longo ou de uma viagem internacional, ele soma um valor considerável. Fique de olho no CET das suas operações para não ter surpresas com o Leão.

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