Custo Efetivo Total (CET): O valor real do seu empréstimo

Entenda o que é o CET, quais taxas ele inclui além dos juros e aprenda como comparar ofertas de empréstimo para escolher a opção mais barata de verdade.

Imagine que você vai comprar um bolo. O anúncio diz que o bolo custa R$ 50,00. Mas, na hora de pagar, você descobre que tem que pagar mais R$ 10,00 pela embalagem, R$ 5,00 pela entrega e R$ 5,00 de impostos. No final, o bolo custou R$ 70,00.

No mundo dos bancos, os juros são o preço do bolo, e o CET é o preço final de R$ 70,00. Ele é a soma de tudo o que sai do seu bolso.

O que compõe o CET?

O banco é obrigado por lei a detalhar todos os custos que formam o CET. Geralmente, ele inclui:

  • Taxa de Juros: O lucro do banco pelo empréstimo.
  • IOF: O imposto federal obrigatório sobre operações financeiras.
  • Tarifas Bancárias: Taxas de abertura de crédito (TAC) ou de cadastro.
  • Seguros: Como o seguro prestamista (que quita a dívida em caso de desemprego ou morte), se você optar por contratar.
  • Taxas Administrativas: Quaisquer outros custos operacionais da instituição.

Por que você não deve olhar apenas os juros?

É aqui que muitos consumidores caem em ciladas. Veja este exemplo:

  • Banco A: Juros de 1,5% ao mês + taxas administrativas altas. CET final: 2,2% ao mês.
  • Banco B: Juros de 1,8% ao mês + taxas zero. CET final: 1,9% ao mês.

Se você olhar só os juros, escolheria o Banco A. Mas, olhando o CET, você percebe que o Banco B é mais barato. O CET serve para que você compare “laranjas com laranjas”.

A transparência é obrigatória

Desde 2007, o Conselho Monetário Nacional obriga as instituições financeiras a informarem o CET de forma clara e destacada antes da contratação. Ele deve ser apresentado como uma taxa anual (%), permitindo que você saiba exatamente o peso daquela dívida no seu orçamento.

Como usar o CET ao seu favor?

Na hora de simular um empréstimo, peça sempre a planilha do CET. Com ela em mãos, você pode levar a proposta do Banco A para o Banco B e perguntar: “Vocês conseguem cobrir este CET?”. É a sua melhor ferramenta de negociação.

Para garantir que os cálculos do banco estão corretos e entender as normas de transparência, você pode consultar a calculadora oficial e as regras do Banco Central do Brasil, que permite simular financiamentos com taxas e prestações reais.

Conclusão: Compare sempre pelo CET

Não se deixe levar por propagandas de “juros baixos”. No mercado financeiro, o que importa é o quanto de dinheiro sai da sua conta todo mês. Se o CET for menor, o empréstimo é melhor. Simples assim.