Muitas pessoas acreditam que, uma vez assinado um contrato de empréstimo, elas estão presas àquele banco até o fim. Isso é um mito.
Graças às regras do Banco Central, você é o dono da sua dívida e pode levá-la para onde for mais vantajoso.
Como funciona a Portabilidade na prática?
O processo é simples e, na maioria das vezes, pode ser feito de forma 100% digital:
- Pesquisa: Você encontra um banco que ofereça uma taxa de juros menor que a do seu banco atual.
- Solicitação: O novo banco entra em contato com o seu banco antigo para “comprar” a sua dívida.
- Quitação e Transferência: O novo banco paga o que você deve ao antigo e assume o seu contrato, mas agora com as taxas menores que você negociou.
As duas formas de aproveitar a Portabilidade
Ao reduzir os juros, você tem duas opções:
- Reduzir o valor da parcela: Você continua pagando o mesmo número de meses que faltavam, mas o valor que sai do seu bolso todo mês diminui (sobra mais salário líquido).
- Portabilidade com “Troco”: Você mantém o valor da parcela que já pagava, e a economia gerada pelos juros menores é devolvida para você em dinheiro na conta.
O que é necessário para fazer?
Para dar entrada no pedido, o novo banco geralmente solicita:
- Extrato de Empréstimo Consignado (ou o DED – Demonstrativo de Evolução da Dívida).
- Documentos pessoais (RG, CPF e comprovante de residência).
- O número do contrato e o saldo devedor atualizado.
Regras Importantes do Banco Central
- Custo Zero: O banco antigo não pode cobrar taxas para realizar a portabilidade.
- Proposta Inviável: O novo banco não pode aumentar o valor da sua dívida ou o prazo sem o seu consentimento. A portabilidade deve, obrigatoriamente, resultar em um CET (Custo Efetivo Total) menor ou igual ao original.
- Retenção: O seu banco atual tem até 5 dias úteis para tentar te fazer uma contraproposta e te manter como cliente antes de liberar a dívida para o concorrente.
Quando vale a pena fazer?
A portabilidade é ideal quando a Taxa Selic cai ou quando a concorrência entre os bancos aumenta. Mesmo uma pequena diferença de 0,1% ou 0,2% ao mês pode significar uma economia de milhares de reais ao longo de um financiamento imobiliário ou um consignado de longo prazo.
Você pode consultar as taxas de juros médias praticadas por todos os bancos no site oficial do Banco Central do Brasil. Isso ajuda a saber se o seu banco está cobrando acima do mercado.
Conclusão: Não aceite juros altos por comodidade
A fidelidade bancária muitas vezes custa caro. A portabilidade de crédito é um direito que estimula a concorrência e coloca o poder de negociação nas suas mãos. Se o seu banco não quer baixar os juros, outro certamente vai querer.