FGC: A rede de proteção do investidor brasileiro

Saiba o que é o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), quais investimentos ele protege, os limites por CPF e por que ele é essencial para sua segurança.

Muitos investidores têm receio de colocar dinheiro em bancos digitais ou instituições menores que oferecem juros mais altos. É aqui que entra o FGC. Se a instituição financeira “quebrar”, o Fundo é acionado para pagar o que era devido aos clientes, até um determinado limite.

Quais são os limites de garantia?

A proteção do FGC não é infinita. Ela segue duas regras principais:

  • Limite por Instituição: Até R$ 250.000,00 por CPF (ou CNPJ) em cada conglomerado financeiro. Esse valor inclui o que você investiu mais os juros que renderam até a data da quebra.
  • Teto Global: Existe um limite máximo de **R$ 1 milhão** a cada período de 4 anos. Se você tiver dinheiro em 10 bancos diferentes e todos quebrarem, o FGC só te pagará até R$ 1 milhão no total nesse intervalo.

O que o FGC protege?

Nem tudo o que você deixa no banco está garantido. O FGC cobre apenas as modalidades mais comuns de renda fixa e movimentação:

  • Conta Corrente: Saldo parado na conta.
  • Poupança: O investimento mais tradicional do país.
  • CDB (Certificado de Depósito Bancário): O título de renda fixa mais comum.
  • LCI e LCA: Letras de Crédito Imobiliário e do Agronegócio.
  • LC (Letras de Câmbio): Comuns em financeiras.

O que o FGC NÃO protege?

É fundamental saber que o “seguro” não cobre investimentos de maior risco ou com garantias próprias:

  • Ações e Fundos de Investimento: O patrimônio dos fundos é separado do banco.
  • Previdência Privada: Possui regras de garantia específicas do setor de seguros.
  • Tesouro Direto: Não precisa de FGC, pois a garantia é o próprio Governo Federal (risco soberano), que é considerado mais seguro que o Fundo.
  • Debêntures: O risco é da empresa que emitiu o título.

Quem paga a conta do FGC?

Muita gente acha que o dinheiro do FGC vem do governo ou dos impostos. Isso é um mito.

O Fundo é mantido pelas próprias instituições financeiras associadas. Todos os meses, os bancos depositam uma pequena porcentagem de seus depósitos no FGC. É uma espécie de “mensalidade” para garantir a estabilidade de todo o sistema.

Como receber o dinheiro se o banco quebrar?

Antigamente, o processo era demorado e burocrático. Hoje, o FGC possui o aplicativo “FGC”, onde o investidor faz o cadastro, envia a documentação digitalmente e recebe o pagamento via PIX ou transferência em poucas semanas.

Para consultar a lista oficial de todas as instituições que possuem a garantia do fundo, você pode acessar o site oficial do FGC (Fundo Garantidor de Créditos).

Conclusão: Use o FGC com estratégia

Saber que o FGC existe permite que você diversifique seus investimentos. Em vez de deixar R$ 500 mil em um único banco, você pode dividir em dois bancos diferentes (R$ 250 mil em cada) para ter 100% do seu capital protegido pela garantia do fundo.

OP CRED
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