Você tem um veículo quitado e está precisando de dinheiro para realizar um projeto ou sair do sufoco?
Em vez de vendê-lo com pressa e perder dinheiro no negócio, você pode usá-lo para conseguir um empréstimo com algumas das menores taxas de juros do mercado.
Nesta modalidade, o veículo fica alienado à instituição financeira (como se fosse um financiamento comum), mas ele permanece na sua garagem para o seu uso diário.
Como funciona na prática?
O processo é simples, mas exige que o veículo esteja em bom estado e, preferencialmente, quitado (embora alguns bancos aceitem veículos com poucas parcelas faltando).
- Avaliação: O banco avalia o valor de mercado do seu carro (geralmente pela Tabela Fipe).
- Limite de Crédito: Você pode conseguir, em média, de 50% a 90% do valor do veículo em dinheiro.
- Alienação Fiduciária: No documento do carro passa a constar que ele é a garantia da dívida até que você pague a última parcela.
Por que os juros são tão baixos?
Quando você pede um empréstimo pessoal comum, o banco não tem nenhuma garantia de que você vai pagar além da sua assinatura. Por isso, ele cobra juros altos para cobrir o risco.
Com a garantia de veículo, o risco de o banco ficar no prejuízo é quase zero. Se você não pagar, o banco retoma o bem. Por causa dessa segurança, eles aceitam baixar os juros para patamares muito próximos aos do crédito consignado.
Vantagens do Refinanciamento
- Prazos Longos: Você pode parcelar em até 48 ou 60 meses.
- Dinheiro Livre: Diferente de um financiamento para comprar algo específico, aqui você usa o dinheiro para o que quiser: reforma, viagem, capital de giro ou saúde.
- Aprova quem tem Score Baixo: Como existe um bem físico garantindo a operação, as instituições são bem mais flexíveis com quem não tem uma pontuação perfeita no CPF.
O que você precisa saber antes de contratar
- O veículo precisa estar no seu nome: Geralmente não é aceito veículo em nome de terceiros.
- Ano de fabricação: A maioria dos bancos aceita carros com até 10 ou 15 anos de uso. Veículos muito antigos são mais difíceis de dar como garantia.
- Seguro e IPVA: É obrigatório que o veículo esteja com os impostos em dia. Muitas financeiras também exigem que o carro tenha seguro total.
O maior risco: A perda do bem
A regra é clara: se você não pagar as parcelas, o banco pode iniciar o processo de busca e apreensão do veículo.
Por isso, essa modalidade exige planejamento financeiro. Só coloque seu carro como garantia se a parcela couber confortavelmente no seu orçamento mensal.
Para garantir que você está fazendo um negócio seguro, verifique se a instituição financeira é autorizada pelo Banco Central do Brasil. Além disso, lembre-se que, conforme a Lei da Alienação Fiduciária, o processo de retomada do bem em caso de inadimplência é acelerado.
Conclusão: Uma ferramenta de crescimento
O empréstimo com garantia de veículo é uma excelente “alavanca” financeira. Ele transforma um patrimônio parado (seu carro) em dinheiro vivo para você investir em algo que traga retorno ou para eliminar dívidas que cobram juros abusivos.