Juros do consignado do INSS: taxa mensal terminou em 1,80% e já bateu 2,06% no pico

Juros do consignado do INSS variaram nos últimos anos e impactam o valor da parcela. Veja quanto a taxa mensal chegou a subir e o que isso muda no seu bolso.

Você sente no bolso quando pega empréstimo consignado do INSS (aquele que desconta direto do benefício): o que muda é o juro cobrado todo mês — e isso define se a parcela cabe ou aperta o orçamento.

O que mostram os números

Gráfico de linha mostra a variação dos juros do empréstimo consignado do INSS de janeiro de 2020 a novembro de 2025, com mínima de 1,55%, pico de 2,06% em 2023 e encerramento em 1,80% ao mês.

O Banco Central reúne a taxa média mensal de juros do crédito pessoal consignado para aposentados e pensionistas do INSS.

No arquivo, os dados vão de jan/2020 a nov/2025.

  • Valor inicial (jan/2020): 1,76% ao mês
  • Valor final (nov/2025): 1,80% ao mês
  • Menor valor do período: 1,55% ao mês (set/2020)
  • Maior valor do período: 2,06% ao mês (jan/2023)

Como isso mudou ao longo do tempo

Em linguagem simples: o juro do consignado do INSS ficou mais “caro” no auge de 2023 e depois voltou para um nível mais baixo — mas ainda acima do ponto mais barato da série.

  • Em 2020, a taxa ficou na casa de 1,5% a 1,7% ao mês, com o piso em 1,55% (set/2020).
  • O pico aparece em jan/2023: 2,06% ao mês.
  • Em 2024, os números voltam para perto de 1,6% a 1,7% ao mês (ex.: 1,63% em jun/2024 e **1,66% em dez/2024).
  • Em 2025, a taxa sobe e oscila em torno de 1,75% a 1,83% ao mês, fechando nov/2025 em 1,80%.

O que isso significa para o seu bolso

Quando a taxa mensal sobe, acontece o básico (e dolorido):

  • A parcela tende a ficar maior para o mesmo valor de empréstimo.
  • Se você tenta “segurar” a parcela, acaba escolhendo mais meses, e aí paga mais juros no total.
  • Na prática, o dinheiro “custa” mais: o valor final devolvido cresce.

E quando a taxa cai, o efeito é o contrário: fica mais fácil conseguir uma parcela menor (ou terminar de pagar mais rápido, no mesmo valor de parcela).

O que fazer e cuidados práticos

  1. Compare antes de fechar: uma diferença pequena no juro mensal pode virar uma diferença grande no total pago, porque o desconto é mês a mês.
  2. Cuidado com “refinanciar por refinanciar”: se o objetivo for só “folgar a parcela”, você pode acabar esticando o prazo e pagando mais no final.
  3. Faça conta olhando dois pontos:
  • a parcela que cabe todo mês
  • e o total que você vai pagar ao fim do contrato
  1. Desconfie de promessa de milagre: consignado do INSS é desconto direto — então vale redobrar atenção para não entrar em contrato que você não entendeu.

Conclusão

O dado do Banco Central mostra que o juro mensal do consignado do INSS variou bastante: saiu de 1,76% ao mês (jan/2020), chegou ao pico de 2,06% (jan/2023) e terminou em 1,80% (nov/2025).

Na vida real, isso significa uma coisa: quando o juro sobe, o consignado pesa mais; quando cai, dá mais fôlego — mas só se você comparar e escolher com calma.

Fonte: Banco Central do Brasil. Taxa média mensal de juros do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS. Os valores representam médias do mercado.

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