Dívidas das famílias ficaram mais pesadas: endividamento subiu e já encosta em 50% da renda
As dívidas das famílias já consomem quase metade da renda. Veja como o endividamento subiu e o que isso muda no seu bolso e nas parcelas do dia a dia.

Você sente que o salário “some” mais rápido quando tem empréstimo, financiamento ou parcelamentos? Esse dado aparece exatamente aí: ele mostra quanto as famílias estão endividadas com bancos e financeiras em comparação com a renda — como se fosse um “termômetro” do peso das dívidas no orçamento.
O que mostram os números

O indicador é o “Endividamento das famílias com o Sistema Financeiro Nacional em relação à renda acumulada dos últimos doze meses”, medido em %. No período disponível no arquivo (jan/2020 a out/2025), os números foram:
- Valor inicial (jan/2020): 41,51%
- Valor final (out/2025): 49,32%
- Menor valor: 39,20% (ago/2020)
- Maior valor: 49,88% (jul/2022)
Em palavras simples: a “carga de dívida” das famílias ficou maior do começo de 2020 até o fim de 2025, e já ficou perto de metade da renda.
Como isso mudou ao longo do tempo
- Em 2020, caiu e bateu o fundo do período em 39,20% (ago/2020), e depois voltou a subir no fim do ano.
- Em 2021, a alta foi forte e contínua, chegando a 49,44% (dez/2021).
- Em 2022, ficou perto do pico e alcançou o maior valor da série: 49,88% (jul/2022).
- Em 2023 e 2024, houve uma leve acomodação (na casa de 47% a 48% em muitos meses).
- Em 2025, voltou a ganhar força e terminou em 49,32% (out/2025).
O que isso significa para o seu bolso
Quando esse percentual sobe, a mensagem prática é: a família média está carregando mais dívida em relação ao quanto ganha. Isso costuma aparecer assim na vida real:
- Menos folga no orçamento: sobra menos dinheiro para reserva, imprevistos e contas do mês.
- Parcela pesa mais: com o orçamento mais apertado, qualquer parcela vira um “fixo” difícil de cortar.
- Mais dificuldade para conseguir crédito novo: com muita dívida em cima da renda, fica mais difícil aprovar um novo empréstimo ou conseguir boas condições.
E dá para traduzir o movimento do período com uma ideia simples: o indicador saiu de 41,51% e foi para 49,32% — é como se o “peso” das dívidas tivesse aumentado 7,81 pontos percentuais no comparativo do começo ao fim do recorte.
O que fazer e cuidados práticos
Se você está sentindo o orçamento travado, use um plano direto:
- Some suas parcelas fixas (empréstimos, financiamentos, consignado, cartão parcelado) e veja quanto sobra “limpo”.
- Evite empilhar novas parcelas enquanto ainda está apertado — parcelinha extra é o que mais “come” salário.
- Renegocie com meta clara: reduzir parcela mensal e evitar alongar demais sem necessidade.
- Tenha uma regra simples de segurança: antes de assumir dívida nova, garanta que você consegue pagar mesmo se tiver um mês ruim (imprevisto, atraso, gasto médico).
Conclusão
Quando olhamos as dívidas das famílias em relação à renda, o recado do período jan/2020 a out/2025 é direto: ficou mais pesado, indo de 41,51% para 49,32%, com pico de 49,88%. Na prática, isso se traduz em menos folga no mês e mais cuidado antes de assumir parcelas novas.
Fonte: Banco Central do Brasil. Dados oficiais sobre o nível de endividamento das famílias em relação à renda, apurados a partir das informações do sistema financeiro.


