Golpe do Pix: veja o que fazer imediatamente para tentar recuperar o dinheiro, segundo o Banco Central
Quem cai em um golpe envolvendo Pix deve agir rápido. O Banco Central orienta entrar em contato com o banco imediatamente para solicitar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que pode aumentar as chances de recuperar o valor.
O Pix se tornou o meio de pagamento mais usado pelos brasileiros. Ao mesmo tempo, criminosos passaram a aproveitar a rapidez das transferências para aplicar golpes.
Se você fez um Pix para um golpista, agir rapidamente pode fazer diferença.
O Banco Central orienta que a vítima entre em contato com o banco o mais rápido possível para informar o ocorrido e solicitar a abertura do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada justamente para aumentar as chances de recuperar valores perdidos em casos de fraude.
Importante: o MED não garante a devolução do dinheiro, mas pode bloquear os recursos na conta do suspeito antes que eles sejam movimentados.
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O que fazer logo após perceber o golpe
Se você acredita que foi vítima de uma fraude envolvendo Pix, siga estes passos:
1. Avise seu banco imediatamente
Entre em contato pelos canais oficiais da instituição financeira.
Informe:
- data e horário da transferência;
- valor enviado;
- comprovante do Pix;
- motivo pelo qual acredita ter sido vítima de um golpe.
O banco analisará o caso e poderá abrir o MED.
2. Solicite a abertura do MED
O Mecanismo Especial de Devolução (MED) foi criado pelo Banco Central para casos de:
- golpes;
- fraudes;
- crimes envolvendo Pix;
- algumas falhas operacionais.
Se o banco entender que o caso se enquadra nas regras, a instituição que recebeu o dinheiro poderá bloquear os valores enquanto a ocorrência é analisada.
3. Registre um Boletim de Ocorrência
Embora o banco possa iniciar a análise sem o documento, o Banco Central recomenda registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.).
Ele pode ajudar na investigação e servir como documento caso seja necessário recorrer posteriormente.
4. Guarde todas as provas
Não apague:
- conversas no WhatsApp;
- e-mails;
- anúncios;
- comprovantes;
- prints das telas;
- números de telefone utilizados.
Essas informações podem ser solicitadas pelo banco ou pelas autoridades.
Como funciona o MED
O processo ocorre em etapas:
- A vítima comunica o banco.
- O banco registra uma notificação de infração.
- O banco que recebeu o dinheiro bloqueia os recursos disponíveis.
- As instituições analisam o caso em até 7 dias.
- Se a fraude for confirmada, a devolução ocorre em até 96 horas, desde que exista saldo disponível na conta do fraudador.
Existe prazo para pedir o MED?
Sim.
Segundo o Banco Central, o pedido deve ser feito em até 80 dias após a transferência realizada em caso de golpe ou fraude. Quanto antes a vítima comunicar o banco, maiores podem ser as chances de encontrar recursos ainda disponíveis na conta utilizada pelo criminoso.
O que acontece se o golpista já retirou o dinheiro?
Nesse caso, a devolução pode não acontecer de forma integral.
Se houver apenas parte do valor na conta, o banco poderá realizar devoluções parciais. Além disso, se novos recursos entrarem nessa conta dentro de até 90 dias da transação original, novos bloqueios poderão ser feitos até atingir o limite permitido pelas regras do MED.
Quando o MED não pode ser usado?
O Banco Central explica que o mecanismo não serve para resolver desacordos comerciais.
Por exemplo:
- produto entregue com defeito;
- atraso na entrega;
- arrependimento da compra;
- serviço prestado de forma insatisfatória.
Nesses casos, a solução deve ser buscada diretamente com a empresa ou pelos órgãos de defesa do consumidor.
Cuidado com o golpe do “Pix errado”
Outro golpe comum acontece quando alguém afirma ter feito um Pix por engano e pede que você devolva o dinheiro para uma conta diferente.
O Banco Central orienta que, se realmente houver um Pix recebido, a devolução seja feita exclusivamente pela função “Devolver” disponível no aplicativo do banco. Nunca faça um novo Pix para outra conta indicada pelo suposto remetente.
Como reduzir o risco de cair em golpes
Algumas medidas simples ajudam a aumentar sua segurança:
- desconfie de pedidos de transferência com urgência;
- confirme a identidade da pessoa por outro meio antes de enviar dinheiro;
- nunca compartilhe senhas ou códigos de autenticação;
- utilize apenas aplicativos oficiais do banco;
- confira sempre o nome do destinatário antes de confirmar o Pix.
Perguntas frequentes
O banco é obrigado a devolver o dinheiro?
Não. O banco analisa se o caso atende às regras do MED. A devolução depende da confirmação da fraude e da existência de recursos disponíveis na conta que recebeu o Pix.
Fiz um Pix por engano. Posso usar o MED?
Não necessariamente. O MED foi criado para casos de fraude, golpe ou falha operacional. Erros comuns de transferência têm tratamento diferente.
Posso registrar reclamação no Banco Central?
Sim. Se o problema não for resolvido pela instituição financeira, o Banco Central informa que o consumidor pode registrar uma reclamação, além de procurar o Procon ou a Justiça, quando for o caso.





